segunda-feira, 28 de abril de 2008

Ciclo Obrigatório

Existira tudo irrepreensível,
Tudo em tom gracioso e afável.
Foste deslumbrante e incrível
Estiveste na vida, irrecusável.

Num sopro, o em tudo perfeito
Passou, brevemente, rarefeito.
O que sonhara não fora feito…
Eu mesmo desvaneci, desfeito.

Fora no sonho que a alma,
Aquela que, feliz, te sorriu,
Se achou na avarenta calma
Até que o teu brio me feriu.

Naquela aparente fé
Permaneci indolente,
Mentindo-me a mim,
Fraco, apático, carente.

Doeu? A dor não passaria
De um sentimento que fitei
Pois ela, longa, escassearia
Com o tempo que nem fixei.

O vento transportara
A esperança levemente,
Aquela que me levara
A consistir transparente.

Invisível – o sinónimo competente,
Que reflecte o que senti,
Que reflecte o que fiz por ti,
O qual conta a vida inconsistente.

Conseguiu a leveza,
Símile à que me mudou,
Que por ti me apaixonou,
Limpar a mágoa com clareza.

Lentamente me atrevi.
O velho tornou-se novo.
Aquilo que antes em mim vi,
Recriou-se com toda a beleza.

A paixão é o círculo do ovo.
O ser nasce, cria e morre.
Torna a nascer até que torre.
É na embustice que o tempo escorre...

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Nota de autor:
Poema criado algures em 2006.
Se alguma vez necessitar dele por algum motivo, por favor, peça a minha autorização e consequente crédito. Avaliado de 19/20 como texto livre em Português B 12º ano.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Primoris Trivialis

Seja bem-vindo meu caro leitor que nos lê neste humilde blog. Como o seu título indica, iremos tentar levar com que as publicações aqui sejam de cariz literário, tanto com histórias, crónicas, poemas entre outros tipos de escrita que nos possa vir à cabeça.
Podendo ser raro nos dias de hoje, este blog tem como ponto crucial funcionar como uma pequena comunidade, isto é, existirão algumas pessoas que terão a liberdade de publicar os seus trabalhos aqui. No caso do leitor estar interessado a participar nesta panóplia, não hesite!
Com algum fulgor, despeço-me para já.